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Tecnologia, dados e compliance reposicionam o contador como peça-chave na tomada de decisão e na sustentabilidade dos negócios

A contabilidade para assumir um papel ainda mais estratégico nas empresas a partir de 2026. Em um cenário marcado por margens cada vez mais emocionantes, mudanças tributárias relevantes e avanço da tecnologia acelerada, o contador deixa de ser apenas o responsável por cumprir obrigações fiscais e passa a atuar como um aliado direto da gestão, contribuindo para decisões mais seguras e orientadas por dados.
 

Com a implementação gradual da Reforma Tributária, o ambiente fiscal brasileiro tende a se tornar mais complexo, exigindo planejamento, análise constante e capacidade de adaptação. Nesse contexto, a contabilidade estratégica ganha espaço ao oferecer uma visão integrada do negócio, permitindo que os empresários compreendam com maior clareza seus custos, margens, riscos e oportunidades de crescimento.


No mercado financeiro, a diversificação do setor e a expansão das fintechs mantêm o ritmo, mas 2026 deve primar especialmente quem domina áreas como regulatórias, risco e adaptação rápida às mudanças. Esse tipo de profissional que ajusta processos quando a regra muda será muito procurado. Em posições de ponta, um Sales Trader em cadeira executiva pode ir de R$ 56.750 a R$ 86.600, e cresce a busca por perfis ligados a M&A e risco, de acordo com um levantamento de consultoria Robert Half divulgado em 2025.
 

Mais do que acompanhar números, a contabilidade passa a apoiar a definição de estratégias. Indicadores financeiros bem estruturados, relatórios gerenciais, objetivos e simulações de projetos ajudam a empresa a antecipar impactos, corrigir rotas e tomar decisões com base em informações concretas, e não apenas na intuição.
 

Segundo o especialista em contabilidade Cleuson Santana, esse movimento é irreversível. “A análise estratégica deve ser vista como um ativo do negócio. Ela permite entender onde a empresa realmente gera valor, identificar gargalos e direcionar decisões que sustentam o crescimento no médio e longo prazo”, explica.
 

Outro fator que impulsiona esse protagonismo é a incorporação de tecnologias, como inteligência artificial e análise avançada de dados à rotina contábil. Essas ferramentas automatizam processos operacionais, liberando tempo para análises mais profundas e atuação consultiva. Ao mesmo tempo, cresce a demanda dos profissionais com conhecimento em compliance e governança, fundamentais para garantir a conformidade regulatória e reduzir riscos em um ambiente cada vez mais fiscalizado.
 

A saúde financeira das empresas passa, inevitavelmente, pela qualidade das informações contábeis das empresas. Avaliar corretamente os custos, estruturar preços, investimentos planejados e garantir a eficiência tributária são práticas que impactam diretamente o lucro e a sustentabilidade do negócio. Nesse cenário, empresas que utilizam a contabilidade apenas de forma reativa tendem a perder competitividade.
 

“Quando o empresário utiliza a contabilidade como ferramenta de gestão, ele deixa de apagar incêndios e passa a planejado o futuro com mais previsibilidade e segurança”, conclui Santana.
 

Em 2026, a contabilidade deixa definitivamente de ser um centro de custo operacional para se consolidar como um pilar estratégico, essencial para empresas que desejam crescer de forma estruturada em um mercado cada vez mais desafiador e orientado por dados.

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