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A terceirização de processos financeiros vem ganhando escala em todo o mundo, puxada, sobretudo, pela busca de eficiência operacional e por demandas de gestão mais sofisticadas. Segundo a Pesquisa de Mercado Global Technavio , o mercado de Business Process Outsourcing (BPO) está previsto para aumentar em US$ 88,8 bilhões, com uma Taxa de Crescimento Composta Anual (CARG) de 6,8%, entre 2024 e 2029.
 

Nesse cenário de expansão da terceirização financeira e de demanda crescente por inteligência aplicada à rotina contábil, a B2Finance e a LeverPro acabam de firmar uma parceria para integrar serviços de Business Transformation Outsourcing (BTO) com análise e planejamento financeiro (FP&A) em um único pacote. A união combina a operação contábil, tributária e financeira realizada pela B2Finance com a plataforma analítica da LeverPro, com a proposta de entregar, além do backoffice, rotinas de acompanhamento de indicadores, projeções e suporte à decisão na mesma solução.
 

Levantamento da McKinsey & Company indica que empresas brasileiras com alto nível de digitalização e uso estruturado de dados aumentam seu EBITDA até três vezes mais do que pares menos maduros. No recorte global, a diferença chega a cinco vezes. A leitura do mercado é que, à medida que as áreas financeiras passam a ser cobradas por velocidade de análise, abrangência e governança de indicadores, os contratos de terceirização deixam de ficar restritos ao processamento operacional e incorporam camadas de planejamento e controle.
 

A incorporação dessa camada analítica ao serviço terceirizado responde a um pedido recorrente de clientes por um modelo mais integrado. O CEO e fundador da LeverPro, Alysson Guimarães, diz que a aproximação com a B2Finance nasceu da observação dessas demandas na base atendida pela fintech. “Recebemos pedidos solicitados de indicação de BTO para complementar o que já fizemos em FP&A. A parceria permite entregar essa combinação dentro de uma mesma solução, como os clientes vinham solicitando”, afirma.
 

Do lado da B2Finance, a leitura é que a parceria amplia o escopo típico do BTO, aproximando a terceirização de processos financeiros a uma atuação consultiva e direcionada ao desempenho do negócio. O CEO da companhia, Mauro Inagaki, afirma que a integração com FP&A permite atender uma parcela maior das rotinas estratégicas dos clientes. “Com essa aliança, ampliamos nosso núcleo e cobrimos também a frente gerencial das empresas, com indicadores e planejamento integrados à operação. Isso reforça a entrega em um mercado que vem ficando ainda mais exigente”, explica.
 

Eficiência e valor agregado
 

A proposta, segundo Inagaki, é reduzir o uso de controles paralelos e rotinas manuais que ainda dominam parte das áreas financeiras. “Hoje o maior concorrente são as planilhas. Muitas empresas insistem em manter análises internas e gastam horas tentando desenvolver soluções improvisadas. A ideia é tirar a equipe desse trabalho operacional para que ela fique mais focada em decisão e atuação estratégica”, afirma.
 

Na avaliação do executivo, a incorporação de FP&A segue a trajetória de evolução desses serviços no Brasil. “O antigo BPO foi ganhando padronização, tecnologia embarcada e novas camadas de entrega até se consolidar como BTO. O que a gente está fazendo agora é o próximo passo dessa curva, mantendo a operação terceirizada, mas com uma ferramenta que já nasce ligada a controle, análise e planejamento”, acrescenta Inagaki.
 

Preparativos para a reforma tributária
 

A aproximação da reforma tributária também entra como pano de fundo imediato para o movimento. A transição do novo modelo de IVA dual (CBS e IBS) começa em 2026, com fase de testes, e a implantação do parcelamento será gradual ao longo desse período, alterando o fluxo de recolhimento dos tributos em tempo real.
 

Nesse cenário, a expectativa das empresas é por serviços terceirizados capazes de operar com maior automação, rastreabilidade e leitura contínua de dados fiscais, o que reforça a proposta de integrar a execução financeira e FP&A em uma única entrega, com percentuais e indicadores consolidados no mesmo ambiente.
 

Para Guimarães, o início da parceria ocorre em um momento em que muitas empresas ainda estão ajustando processos internos para lidar com esse novo ritmo de apuração. “Os impostos passam a ser descontados de forma muito mais frequente, e isso exige ferramentas que sustentem um fluxo intenso de dados e consigam traduzir o efeito tributário em relatórios claros para gestão”, explica.
 

O executivo acrescenta que a combinação entre tecnologia e operação especializada é o que dá escala ao modelo. “A LeverPro entrega a ferramenta, mas ela não resolve sozinha se não estiver conectada a uma equipe treinada e adaptada às novas normas. A B2Finance completa essa parte operacional e consultiva. Juntas, as duas empresas oferecem oferecem um suporte integrado, para acelerar a conformidade e melhorar a tomada de decisão”, finaliza Guimarães.

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