Com a transformação acelerada dos ambientes de trabalho, impulsionada pela digitalização, pela adoção de inteligência artificial e pela reorganização dos modelos de contratação, profissionais de todas as áreas precisarão desenvolver competências específicas para se destacarem nos próximos anos.
Segundo Marco Nogueira, professor do curso de Administração da Faculdade Anhanguera Vila Mariana, 2026 exigirá um conjunto de habilidades que combine tecnologia, capacidade analítica e competências socioemocionais, um perfil híbrido que já está sendo valorizado pelas empresas.
O especialista explica que o movimento das organizações aponta para equipes mais enxutas, colaborativas e orientadas a dados. “As empresas buscam profissionais capacitados para aprender rápido, interpretar informações complexas e se adaptar às mudanças constantes. Ter apenas formação técnica já não garante competitividade. O diferencial está na capacidade de integrar tecnologia, relacionamento e estratégia”, afirma.
Entre as competências que deverão ganhar maior relevância em 2026, o professor destaca:
1. Alfabetização digital e uso estratégico da inteligência artificial . Segundo o docente, o domínio de ferramentas digitais será obrigatório para praticamente todas as áreas. “Não é necessário ser programador, mas é fundamental saber usar sistemas, plataformas de automação, ferramentas de IA e soluções analíticas para resolver problemas do dia a dia. A tecnologia será cada vez mais parte central do trabalho”, reforça.
2. Comunicação clara e colaborativa . Com equipes remotas, híbridas ou multidisciplinares, a comunicação torna-se uma das habilidades críticas. “Profissionais precisam de ideias articuladas com clareza, apresentar soluções, registrar informações de forma objetiva e trabalhar bem em grupo. Quem se comunica bem acelera processos e reduz conflitos”, destaca.
3. Pensamento crítico e tomada de decisão baseada em dados . O professor enfatiza que, em 2026, as empresas buscarão colaboradores capazes de interpretar números e transformar informações em ações. “Saber analisar relatórios, indicadores e tendências torna o profissional mais estratégico e menos dependente. Isso aumenta a autonomia e a capacidade de proporcionar melhorias”, explica.
4. Inteligência emocional e capacidade de lidar com pressão . Com cenários mais competitivos e mudanças rápidas, saber gerenciar emoções será essencial. “As empresas procuram pessoas que lidem bem com a frustração, que tenham resiliência e que consigam manter o foco mesmo diante das incertezas. A saúde emocional será um dos grandes diferenciais do futuro”, afirma.
5. Aprendizagem contínua e adaptabilidade . A velocidade das mudanças exige atualização constante. “Profissionais que se mantêm estagnados ficam para trás. Em 2026, a capacidade de aprender habilidades novas rapidamente, e desaprender hábitos antigos, será tão importante quanto a experiência acumulada”, diz o docente.
6. Segurança digital . “A preocupação do profissional com a segurança de dados é fundamental para proteger as informações estratégicas da organização e evitar prejuízos financeiros. Em um cenário cada vez mais digital, as vulnerabilidades podem ser exploradas rapidamente, desta forma, é essencial que o profissional siga as normas e procedimentos de proteção adotados pela empresa”, explica.
7. Conflito geracional . O envelhecimento da população intensifica o conflito de gerações nas empresas, revelando diferenças de valores, ritmos e formas de trabalho. “Esse cenário exige diálogo aberto e políticas que valorizem tanto a experiência dos mais velhos quanto a inovação dos mais jovens. É importante que o profissional se prepare aberto para apoiar as iniciativas das organizações”, orienta o professor.
Além dessas competências, o professor ressalta que habilidades relacionadas à diversidade, sustentabilidade e responsabilidade social tendem a crescer nas organizações. “Negócios mais conscientes e pautados por ESG buscam profissionais com olhar humano e sensibilidade social. Esse comportamento passa a ser valorizado na construção de equipes mais inovadoras e alinhadas às demandas atuais”, comenta.
Por fim, o especialista reforça que o processo de qualificação precisa ser contínuo e estratégico. “Para quem deseja se destacar em 2026, o ideal é começar a desenvolver essas habilidades agora. Cursos, certificações, projetos práticos e a ampliação do networking são caminhos que fortalecem o perfil profissional e aumentam as oportunidades no mercado”, conclui.
