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Em 2026, a reforma tributária em vigor começa a transformar a rotina das empresas brasileiras. A legislação substitui gradualmente PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI por um IVA dual — formado pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal) — além da criação do Imposto Seletivo, com impactos diretos na emissão de notas fiscais, por exemplo.

Embora a cobrança efetiva desses novos tributos ainda esteja em fase de teste, as empresas já são obrigadas a emitir documentos fiscais eletrônicos (como NF-e e NFS-e) com os novos campos, dando início a um período de transição tributária que deve se estender até 2033.

Segundo Augusto Lyra, CEO da Everflow, empresa especializada em soluções tecnológicas de gestão empresarial, na prática isso começou a representar uma maior complexidade operacional para o dia a dia das empresas.

“O preenchimento de notas fiscais eletrônicas passou a demandar dezenas de novos campos de dados, com informações que antes não existiam no XML da NF-e. Quem tentou emitir uma nota corporativa em janeiro já percebeu que o sistema exige detalhes que antes não eram solicitados”, explica.

Ele alerta que o maior risco, neste cenário, é a paralisia operacional de empresas que não estiverem preparadas para atender às novas exigências tecnológicas e fiscais. Para as empresas prestadoras de serviços com equipes externas, a mudança também representa uma necessidade de ajuste em sua gestão fiscal e financeira.

“As mudanças exigem das empresas mais organização, integração de dados e automação e, em contrapartida, trazem maior controle e transparência. Para operar nesse novo formato, sistemas que consigam lidar com essa nova realidade farão a diferença no dia a dia do empresário”, diz, complementando que esse é um “ano de testes” estabelecido justamente para permitir que empresas, contadores e sistemas de gestão se adaptem à nova realidade tributária.

Contudo, para ele, a automação vai muito além da simples emissão de um documento fiscal: trata-se de estruturar e integrar, em tempo real, todo o fluxo de informações da empresa — do pagamento de prestadores às notas, passando pelo controle de caixa e pela apuração correta dos tributos.

Isso porque o setor de serviços — especialmente aqueles que operam com equipes externas de atendimento — envolve uma dinâmica operacional complexa. Empresas de energia solar, cabeamento estruturado ou infraestrutura de tecnologia, por exemplo, realizam projetos de instalação e suporte cujos custos muitas vezes surgem meses após a emissão da nota fiscal ou o reconhecimento da receita no caixa.

“Sem um sistema que permita a gestão ‘projeto a projeto’, ao longo de todas as fases de execução, as empresas acabam perdendo visibilidade sobre margem de lucro, fluxo de caixa e aproveitamento de créditos fiscais”, afirma o CEO da Everflow.

Além disso, empresas que não estiverem preparadas para atender às novas exigências correm o risco de cometer erros no cálculo e na emissão de documentos fiscais, pagamentos adicionais ao fisco sem necessidade, aplicação de multas, ter notas rejeitadas pelo fisco e até enfrentar o bloqueio de suas operações. Mas calma: 2026 é um ano de adaptação — empresas têm a oportunidade de se preparar e ajustar seus processos antes da efetiva cobrança dos novos tributos em alíquotas plenas nos próximos anos.

ERPs em conformidade com a reforma

Uma publicação da Agência Brasil trouxe dados de um estudo da V360 que ouviu 355 companhias dos setores de varejo, indústria, construção civil, agronegócio e tecnologia. A pesquisa revelou que 72% das empresas brasileiras de médio e grande porte ainda não estão preparadas para adaptar seus processos internos às novas regras de recolhimento e declaração de tributos sobre consumo. Já outra pesquisa, agora realizada pela Omnitax, revelou que 53,5% das empresas preferem manter suas operações tributárias integradas ao ERP, seja pela maior praticidade operacional, seja pela visão macro e integrada do negócio.

A Everflow é uma empresa de tecnologia especializada em sistemas de gestão empresarial (ERP) voltados para organizações que atuam com equipes externas e prestação de serviços, oferecendo controle integrado de projetos, financeiro, fiscal e emissão de notas fiscais já compatíveis com as exigências da nova reforma tributária.

Diante do avanço da legislação e da necessidade de conformidade fiscal, a companhia projeta um crescimento de aproximadamente 40% em 2026, impulsionado principalmente pela demanda de empresas que buscam se adequar às novas regras, garantir segurança jurídica e manter a operação ativa durante o período de transição tributária.

“É muito mais fácil e, como falamos, a visão geral do negócio, projeto a projeto, permite mensurar lucro ou prejuízo, direcionando os negócios para a sustentabilidade e o crescimento”, finaliza Lyra.

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