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Com a chegada de 2026, as empresas que desejam expandir o CNPJ precisam analisar a trajetória do ano financeiro. Antes de falar sobre os prazos, obrigações e Reforma Tributária, toda companhia exige um balanço sobre o ano de 2025. Sem ele, qualquer planejamento para este ano que se inicia será apenas uma projeção sem base. 

O fechamento deve ser encarado como um diagnóstico completo da empresa, contando todas as ações, os custos e investimentos realizados ao longo do ano. É preciso compreender como o lucro foi formado e a sua qualidade, avaliando se ele corre de um bom trabalho operacional ou de momentos pontuais. 

A partir disso, deve-se observar a consistência da margem de trabalho e as variações que indicam o controle dos gastos e eventuais mudanças. Outro aspecto seria o reflexo de que a carga tributária tem sobre o resultado, muitas vezes subestimada quando não há integração entre a parte contábil e fiscal. Também é necessário investigar o comportamento da caixa, entendendo se houve consumo excessivo de recursos ou preservação saudável da liquidez. 

Por fim, a avaliação é completa com a verificação dos créditos tributários adequadamente apropriados ou investidos. 

O que os balanços de 2025 revelam, mas muitas empresas ignoram

Entre os principais temas que merecem atenção, estão:

O calendário fiscal de 2026 é diferente da transição da Reforma Tributária, com a convivência entre CBS e IBS exigindo um bom planejamento. Obrigações mensais e trimestrais, como EFD-Contribuições, DCTFWeb, IRPJ e CSLL, interferem nos resultados, caixa e indicadores como EBITDA, o que torna mais fundamental a análise técnica para as decisões, especialmente sobre distribuição de lucros. 

O sucesso do próximo ano virá da disciplina e do cuidado com as iniciativas financeiras. Empresas que conseguem antecipar seus movimentos de acordo com seus dados consistentes e enxergar o calendário fiscal como uma ferramenta de gestão. 

Fechar o passado com esclarecer, entender o presente com honestidade e planejar o futuro de forma integrada é a chave para prosperar. É essa visão que toda empresa deseja para um novo ano, aprimorada em método e antecipação. Quando se tem controle sobre os resultados, é possível.

Sobre Gabriel Barros

Gabriel Barros é diretor da SF Barros Contabilidade e bacharel em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Com sólida experiência na área contábil, atua de forma abrangente em diversos setores empresariais, oferecendo soluções personalizadas. É também pós-graduado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios.

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