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Geraldo Nunes

Ainda por ocasião da passagem do “Dia Internacional da Mulher”, celebrado em 8 de março, se faz necessário ressaltar o trabalho iniciado, há 28 anos, pela cientista brasileira, TatianaSampaio, bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.Desde menina, contou ela em uma entrevista,sempre foi apaixonada por ciências e deu início à sua carreira acadêmica como estudante no curso de biologia na universidade pública da qual nunca saiu. De aluna passou a professora e por conseguinte pesquisadora dedicada.

Agora, aos 59 anos, comanda uma equipe voltada adesenvolver e aprimorar a polilaminina, substância obtida de uma proteína natural produzida pelo corpo que, desenvolvida em laboratório possibilita,em alguns casos, a retomada dos movimentos em pacientes que se tornaram paraplégicos ou tetraplégicos por lesões na medula espinhal. Mãe de dois filhos e de uma filha, como ela diz, “agregada” – uma ex-aluna órfã acolhida na família –Dra. Tatianadespertou o interesse da mídia, após adivulgaçãodos primeiros resultados de sua pesquisa,considerados altamente positivos, em especial pela recuperação do paciente Bruno Drumond, tetraplégico desde 2019, que após aplicações voltou a andar.

Vale ressaltar que cada caso é um caso, mas se tudo der certo,daqui cinco anos a polilaminina estará disponível a todosos pacientes, mas há os que nãoquerem esperar tanto tempo e, algo em torno de 55 pedidos já estão protocolados na justiça e outros30foramaprovados para a aplicação do medicamento que só pode ser feita por médicosneurocirurgiões envolvidos na pesquisa da UFRJ. Diante de tanta expectativa, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, autorizou o avanço dos estudos para a fasedois que permite o uso clínico da polilaminina de forma oficial, embora a aprovação definitiva só aconteça depois de uma terceira etapa, dentro dos critérios científicos que permitem identificar a eficácia ea segurança no tratamentosem riscos colaterais à saúde de quem o recebe.A ideia é medir o avanço dos pacientes aos seis meses de uso edepois, a um ano.

Paralelo às notícias sobre osresultados científicos, Dra. Tatiana Sampaio, vem sendo procurada insistentemente pelos veículos de comunicação e isso pode atrapalhar seu trabalho. Deixemos nossa doutora pesquisar, todos nós sabemos das precariedades existentes no Brasil, especialmente no que diz respeito a recursos públicos voltados à pesquisa científica. Ainda assim, foram alcançados avanços não obtidos em nenhumaoutra universidade do planeta. Dra. Tatiana Sampaio tem se mostrado uma verdadeira heroína ao sobrepor tantas dificuldades burocráticas e financeiras em um país como o nosso. Elamerece o aplauso dos brasileiros e o reconhecimento internacional de suas qualidadescomo cientista.

Geraldo Nunes, jornalista, é colaborador do Portal Dedução desde 2016

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