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Terremoto, enchentes, tsunamis de lama, como o ocorrido no dia 26 último no Nepal, e tantos outros fenômenos naturais, têm causado transtornos, sofrimentos e perdas irreparáveis para milhares de pessoas, em todo o mundo, os chamados sobreviventes dessas tragédias. Sem contar as guerras que têm dizimado milhares de vidas e mutilado mentalmente inúmeras pessoas, que precisam se reestruturar psicológica, física e economicamente para dar continuidade às suas jornadas, independentemente das dores que carregarão pelo resto de suas existências.

Daí a importância do trabalho voluntário. Pessoas que deixam o conforto dos seus lares para se aventurarem em ações de socorro aos flagelados, doando seu tempo, para transformar a vida dos outros e também de si mesmos, com resultados que inspiram o cotidiano.

São para esses heróis que vão os nossos cumprimentos neste Dia Nacional do Voluntário, comemorado nesta sexta-feira (28), instituído oficialmente pela Lei nº 7.352 em 1985. Além da data nacional, existe também o Dia Internacional do Voluntário, celebrado em 5 de dezembro e criado pela Organização das Nações Unidas-ONU.

Socorro psicológico

À parte as necessidades físicas e econômicas, causadas pelos fenômenos naturais, existe um universo de pessoas que precisa de ajuda psicológica, buscando conforto, segurança e aceitação, por isso a psicóloga Esly Carvalho, que atua em Brasília e é especializada em atender pessoas que passaram por traumas, resolveu atuar como voluntária em causas humanitárias.

“A gente está vivendo uma crise de saúde mental generalizada. Há uma epidemia de solidão e as pessoas têm tido poucas oportunidades de interagir, de formar laços, de ter uma rede de apoio”, considera.

“É possível a gente fazer intervenções em grupos e situações de desastres de forma eficaz”, afirma Esly. Ela defende uma terapia denominada EMDR, abordagem psicoterapêutica que desbloqueia memórias dolorosas, que foi inclusive utilizada nas vitimas dos terremotos da Venezuela, onde mais de 6 mil pessoas morreram depois em junho/26.

“Nós já formamos mais de 100 colegas nesse manejo, de forma que possam implementar o trabalho. E eles atenderam mais de 500 pessoas”.

Outra iniciativa voluntária de apoiar a saúde mental nasceu de um grupo de seis amigos, em 2017, em São Paulo (SP). Saídos de crises de depressão, os rapazes resolveram amarrar mensagens por escrito em viadutos e pontes no centro da cidade, oferecendo ajuda a quem estava sofrendo.

“Colocávamos nosso número de telefone e as pessoas entravam em contato”, lembra Felipe Santos, que hoje é o coordenador nacional do projeto Help.

O que é o trabalho voluntário

O trabalho voluntário é uma atividade bem democrática. Isso porque ele beneficia todas as pessoas envolvidas, ou seja, faz bem tanto para quem recebe quanto para quem se doa. Sua importância é tamanha que a ONU instituiu o Dia Internacional do Voluntariado como forma de conscientizar e incentivar a participação de mais pessoas e de promover diversas ações ao redor do mundo.

No Brasil, cujo povo é dado a ações colaborativas e beneficentes, segundo pesquisa do Datafolha, 60% dos brasileiros maiores de 16 anos já fizeram alguma atividade voluntária. O levantamento indica ainda que 83% dos que praticam voluntariado realizam as ações por vontade própria, enquanto os demais atuam por meio de organizações ou empresas.

Benefícios do voluntariado

1.      atingir o ensino básico universal;

2.      promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;

3.      reduzir a mortalidade infantil;

4.      melhorar a saúde materna;

5.      combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças;

6.      garantir a sustentabilidade ambiental;

6.      garantir a sustentabilidade ambiental;

7.      estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Quem pode ser voluntário?

Apesar de tantas possibilidades (e carência) de trabalho voluntário, muitas pessoas ainda têm dúvidas se podem ou não ajudar dessa forma.

Para esclarecer isso, é importante reforçar que todos podem ser voluntários, basta querer! Você não precisa, obrigatoriamente, ser especialista em algo e auxiliar somente nessa função.

O voluntariado consiste, basicamente, em doar o seu tempo a um projeto. A forma como ele será empregado depende da sua disposição, disponibilidade e da necessidade da instituição que está auxiliando.

O serviço voluntário faz bem para todos os envolvidos. Além de ajudar muitas pessoas, você tem a oportunidade de conhecer outras realidades, ter experiências novas, fazer amigos e, em muitos casos, até enriquecer o seu currículo.

Como escolher uma instituição para ajudar?

Uma forma de escolher qual instituição auxiliar é encontrar aquela que defenda uma causa na qual você acredita. Dessa forma, fica ainda mais fácil e gratificante se envolver nos projetos.

O Instituto Reação, por exemplo, desde 2003, usa o esporte e a educação como formas de promover o desenvolvimento humano e a inclusão social. Atendendo crianças e adolescentes de comunidades do Rio de Janeiro e de Cuiabá, até hoje, mais de 1.800 jovens já passaram por aqui. Veja neste link como contribuir com o Reação.

Lenilde Plá de León com informações da Agência Brasil e do Instituto Reação

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