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Especialista revela como as empresas estão transformando o ChatGPT em aliado para ganhar eficiência, liberar tempo e valorizar talentos humanos
 


A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar parte essencial da rotina empresarial. Mas, ao contrário do medo comum de que a IA venha para substituir pessoas, a prática mostra o oposto. Quando bem utilizada, ela potencializa equipes e libera espaço para que profissionais se concentrem no que realmente importa. É o que defende Rafael Wisch, multiempresário e fundador da Greenn, uma das principais plataformas de pagamento para infoprodutores no Brasil. Para ele, o segredo está em encarar o ChatGPT como parceiro estratégico. “A IA não vem para ocupar o lugar de ninguém. Ela vem para tirar do caminho tarefas repetitivas e dar mais tempo para o que exige criatividade, análise e estratégia”, afirma.
 

Esse cenário acompanha uma tendência mais ampla no mercado brasileiro. Segundo a Bain, apenas 25% das empresas brasileiras já possuem ao menos um caso de uso de IA, embora o número represente um salto em relação aos 12% registrados em 2024. Já um estudo do Cetic.br mostra que 13% das empresas usaram IA nos últimos dois anos, revelando que, fora dos grandes players, a aplicação ainda é incipiente. Na Greenn, por exemplo, os resultados comprovam esse novo papel da tecnologia. Hoje, a IA responde cerca de 33% dos chamados de suporte, sem eliminar a necessidade da equipe, mas evita sua sobrecarga. A produção de conteúdos e roteiros ficou até três vezes mais rápida, e mais de 75% dos cursos criados na plataforma já são aprovados automaticamente pela IA, o que garantemais autonomia aos produtores sem abrir mão da curadoria humana. 

Além disso, a tecnologia passou a apoiar áreas como vendas, copywriting e até o desenvolvimento de softwares, com ferramentas como o Copilot. Ainda assim, Rafael reforça que a estratégia continua no centro. “O maior erro é esperar que a IA adivinhe o que fazer. Ela não substitui a liderança nem o olhar humano, ela amplia resultados quando usada com propósito”, conta o multiempresário. 

Por outro lado, os dados confirmam que a IA está se tornando prioridade estratégica. Levantamento do E-Commerce Update aponta que 67% das empresas consideram a tecnologia uma das cinco prioridades centrais para 2025 e, para 17% delas, já é o foco principal de investimento. Entre as companhias que adotaram IA generativa, a produtividade aumentou 14% e resultados financeiros cresceram 9%. 

Para Rafael, o papel da inteligência artificial nas empresas é claro: atuar como consultor interno, mas sempre complementando a experiência e o senso crítico das pessoas. “Na Greenn, a IA não substitui profissionais, ela aumenta a performance da equipe inteira e evita contratações desnecessárias para funções repetitivas. No fim, a tecnologia não desumaniza, mas fortalece o capital humano”, conclui.

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