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O mercado de empréstimo de ativos – também conhecido como aluguel de ações – registrou crescimento expressivo na B3 ao longo de 2025, consolidando-se como uma alternativa para geração de receita adicional sobre ativos já existentes em carteira.

Levantamento da plataforma Datawise+ aponta que o volume negociado na modalidade avançou mais de 50% no período de 12 meses, alcançando cerca de R$ 332 bilhões até outubro do ano passado . O movimento reflete o aumento da participação de diferentes perfis de investidores no mercado de capitais brasileiro e o uso mais estratégico de instrumentos de renda variável.

Receita adicional sem alienação dos ativos

Na prática, o empréstimo de ativos permite que o detentor de ações ou cotas de fundos autorize temporariamente sua transferência a outro investidor – em troca de uma taxa de remuneração previamente acordada.

De acordo com a B3, o doador mantém sua estratégia de longo prazo e continua exposto ao ativo, enquanto recebe remuneração adicional pela operação. Já o tomador utiliza os papéis em estratégias como venda a descoberto ou proteção de carteira, com obrigação de devolução ao final do contrato .

Esse modelo tem sido adotado tanto por fundos de investimento quanto por pessoas físicas, especialmente em cenários de maior volatilidade econômica, em que investidores buscam novas formas de compor retorno anual sem necessidade de liquidação de posições .

Impactos para a gestão patrimonial e planejamento financeiro

A ampliação do uso do aluguel de ações também tem implicações para empresas e profissionais contábeis envolvidos na gestão patrimonial de sócios e investidores.

Entre os ativos mais demandados nas operações estão:

A tendência de crescimento da modalidade reforça a necessidade de acompanhamento contábil adequado dessas operações – especialmente no que se refere ao reconhecimento de receitas financeiras e à correta classificação tributária dos rendimentos obtidos.

Para empresas com políticas de investimento ou gestão de caixa estruturada, o empréstimo de ativos pode representar uma camada adicional de rentabilidade sobre participações societárias mantidas no longo prazo, sem comprometer a estratégia de alocação.

Da Redação do Portal Dedução

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