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O tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump entra em vigor nesta quarta-feira, 22 de julho, atingindo dezenas de setores produtivos e mais de 2.300 produtos específicos que serão sobre tachados com variações de 25% a 50%. 

O impacto afeta setores que compõem uma grande fatia da balança comercial brasileira, como: máquinas equipamentos, agronegócio, madeira, papel, celulose e moveis bens de consumo e industriais – onde se incluem autopeças, calçados e têxteis –, bioco combustível e energia, com sobretaxa direta sobre o etanol.

Setores que ficaram de fora

Contudo, dentro dos Interesses econômicos dos Estados Unidos, grandes blocos da economia, considerados bens essenciais para os consumidores e a indústria manufatureira do EUA, ficaram de fora, como: petróleo bruto, café, carne bovina, aeronaves e celulose.

Estados brasileiros mais afetados

De acordo com levantamentos baseados em dados da Confederação Nacional da Indústria-CNI e do governo federal, pelos menos 20 dos 27 Estados brasileiros já registram quedas expressivas nas vendas para os EUA. Contudo, São Paulo e Santa Catarina, que concentram 52% do total das exportações atingidas, são os mais afetados. Sendo que São Paulo abarca uma perda de 41,6% do total nacional afetado; No caso de Santa Catarina, o Estado enfrenta o maior impacto proporcional do País, sendo que, cerca de 70% de tudo o que o Estado exportava para os Estados Unidos passou a ser atingido pelas novas tarifa, o que afeta drasticamente o seus polos de máquinas e equipamentos. Na sequência vêm os Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná.

Governo Federal subsidia linha de crédito para os setores afetados

Visando mitigar a crise provocada pelo tarifaço nesses Estados, o governo federal está expandindo o Plano Brasil Soberano, e com isso, oferecendo linhas de créditos subsidiadas pelo Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- BNDES.

Repercussão do tarifaço na sociedade

O tarifaço afeta a sociedade brasileira na medida em que pressiona setores industriais e exportadores, eleva o rico de desemprego e gera incerteza jurídica. Contudo, o impacto no dia a dia do brasileiro tem sido limitado porque as principais commodities de exportação ficaram de fora.

EUA anunciam novas tarifas na próxima sexta-feira, 24.

Após a tarifa de 25% imposta a alguns produtos brasileiros, o governo dos Estados Unidos já anuncia uma nova sobretaxa de 12,5% para mais de 30 países, onde se inclui o Brasil, em razão de uma investigação produzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) referente ao combate ao trabalho forçado; o que abriria uma segunda frente de pressão sobre as exportações nacionais.

A principal incerteza em Brasília não é mais se a cobrança será anunciada, mas como ela será aplicada: “Os 12,5% provavelmente serão anunciados na próxima sexta-feira, dia 24. Nós estamos na expectativa de saber se eles serão cumulativos com os 25% ou não”, afirmou o Secretário Executivo do Mdic, Márcio Elias Rosa.

Da redação do Portal Dedução

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