A soma total de arrecadação no primeiro semestre do ano foi de R$ 1,6 trilhão e bate novo recorde
A Receita Federal do Brasil divulgou, nesta quinta-feira, 30 de julho, por meio de coletiva de imprensa, a arrecadação total do governo no mês de junho, que foi de R$ 264,437 Bi, com alta de 7,72% a maior da série histórica.
Com isso, a arrecadação de tributos do governo federal bate mais um recorde ao somar R$ 1,6 trilhão no primeiro semestre de 2026. O resultado representa um crescimento real – descontada a inflação – de 6,63% em comparação ao primeiro semestre de 2025, recorde até então. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, auditor fiscal Claudemir Malaquias, e o coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, auditor fiscal Marcelo Gomide, que conduziram a entrevista coletiva, o resultado pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL.
O crescimento da arrecadação federal, segundo os representantes da Receita Federal também foi influenciado pela extração de petróleo, que em junho totalizou R$ 15,4 bilhões. No primeiro semestre, o governo arrecadou R$ 66,1 bilhões. Segundo o Fisco, o aumento expressivo na arrecadação do petróleo no período tem relação principalmente com a mudança de CNAE da Petrobras neste ano.
Em junho, a arrecadação com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) alcançou R$ 8,4 bilhões. No acumulado do ano, a arrecadação federal com o imposto subiu 30,4% em comparação ao primeiro semestre de 2025. Esse desempenho decorre, principalmente, de alterações legislativas implementadas em junho de 2025.
Com sucessivos recordes de arrecadação, no mês passado, o governo federal arrecadou, a partir das receitas administradas R$ 255,3 bilhões. O resultado representa um acréscimo real de 7,66%. Também em 2025 houveram constantes recordes de arrecadação mensais.
Importante registrar que, ao longo de 2025, o governo federal subiu a alíquota sobre diversos impostos para fechar as contas públicas. Entre os destaques, estão mudanças no IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras), na tributação de bets e fintechs, sendo as últimas chanceladas pelo Congresso Nacional.
Com informações da Receita Federal
