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Dados divulgados nesta terça-feira, 1º de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dão conta de que o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no País, teve um crescimento de apenas 0,5% no segundo trimestre do ano.

O Instituto confirma que, em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) apresenta alta de 2%. E,no acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%, na comparação com a primeira metade de 2025.

De acordo com o boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), a economia deve terminar ano de 2026 com crescimento do PIB de 1,92%. 

Ainda segundo o economista e professor da FEA-USP, Paulo Feldmam, em entrevista ao Jornal Monitor Mercantil, a queda do consumo e a falta de investimentos, devido aos juros altos, foram responsáveis pelo crescimento  de apenas 0,5%.

O PIB teve um pequeno crescimento no 2T26, mas isso já era mais ou menos esperado. Isso porque nós estamos tendo problemas com o consumo, apesar da renda ter aumentado. O ponto é que as pessoas não estão consumindo porque estão altamente endividadas. Segundo o Banco Central, 50% das famílias estão endividadas, mas segundo a Confederação Nacional do Comércio, esse número é de 80%”, diz o economista.

Este nível de endividamento está prejudicando muito o consumo, pois como as pessoas precisam pagar as suas dívidas, não está sobrando dinheiro para que elas possam consumir. Outro ponto que tem comprometido o consumo é o fato das classes C e D estarem apostando muito nas bets.

Componentes do PIB

O Produto Interno Bruto pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).

Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.

A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses.

Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.

O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses.

Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).

Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre.

Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%).

No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Fonte: Agência Brasil e Monitor Mercantil

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