Por Avraham Dichi, CEO do Portal Bayit
Quando falamos em compra de imóveis em leilão é comum pensar imediatamente nos endereços mais desejados de São Paulo, como Moema, Higienópolis, Jardins, entre outros. Nessas regiões, a lógica é conhecida: investidores e compradores finais disputam o mesmo imóvel. Quem quer morar entra na briga, o preço sobe e a margem encolhe.
Mas o mercado de leilões vai muito além do “endereço dos sonhos”. E é justamente fora desse eixo que surgem oportunidades consistentes para quem pensa com cabeça de investidor. É nesse cenário que os imóveis do Minha Casa, Minha Vida ganham protagonismo.
Nos imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, a concorrência costuma ser menor. O motivo é simples: o comprador final, que depende de financiamento, subsídios ou condições muito específicas, normalmente não assume o risco da competição sem antes avaliar todos os fatores que facilitam a compra. Isso reduz a presença de quem compra por necessidade imediata de moradia e abre espaço para quem opera com estratégia.
Aqui, o jogo muda. Não é investidor contra o morador. É preparo contra improviso.
O Brasil convive há décadas com um déficit habitacional relevante. Moradia não é tendência, é necessidade. Imóveis nessa faixa contam com demanda constante, linhas de crédito ativas ( especialmente via Caixa Econômica Federal) e condições que favorecem uma saída rápida no mercado tradicional.
Na prática, isso se traduz em alta procura; crédito disponível; facilidade de revenda; liquidez acelerada. E para o investidor, liquidez não é detalhe. É critério.
Quando imóveis do Minha Casa, Minha Vida entram em leilão, o cenário fica ainda mais interessante. A compra tende a ocorrer com menor disputa, preços mais competitivos e uma rota clara de saída, seja para revenda ou para atender a demanda habitacional existente.
Não há glamour envolvido, há eficiência. Enquanto muitos seguem concentrados apenas nos bairros mais disputados, quem entende o mercado percebe que resultado vem do giro, não do CEP.
Essas são oportunidades para quem realmente sabe ler o mercado. E reforçam uma convicção clara: todo tipo de imóvel tem um investidor ideal, desde que seja apresentado ao público certo, da forma certa.
Em um cenário onde velocidade e previsibilidade contam cada vez mais, esses ativos se tornam protagonistas. E quem entende essa lógica, sai na frente.
No fim, o mercado imobiliário segue dando o mesmo recado:
Não é sobre onde todos querem comprar, é sobre onde faz sentido investir.
