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Pesquisas da PwC e do CIEE mostram que trabalhadores e jovens brasileiros estão redefinindo suas expectativas em relação à carreira, valorizando desenvolvimento profissional, bem-estar e realização pessoal

O conceito de sucesso profissional está passando por uma transformação. Se durante décadas a ascensão na carreira esteve associada principalmente a promoções, cargos de liderança e aumento de remuneração, pesquisas recentes indicam que trabalhadores e jovens brasileiros passaram a considerar outros fatores igualmente relevantes, como realização pessoal, saúde mental, ambiente de trabalho e oportunidades de desenvolvimento.

Um dos sinais dessa mudança aparece no estudo Workforce Hopes and Fears, da PwC. O levantamento aponta que cerca de 65% dos trabalhadores afirmam que a realização pessoal é tão importante quanto o crescimento profissional, evidenciando uma revisão das prioridades relacionadas ao trabalho e à construção da carreira.

O movimento também se reflete entre os jovens que estão ingressando no mercado. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva, a pedido do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), ouviu mais de 8.800 pessoas entre 14 e 24 anos em todas as regiões do país e identificou quais fatores mais influenciam a escolha de uma empresa para trabalhar.

Oportunidade de crescimento aparece em primeiro lugar

Segundo o levantamento, a oportunidade de crescimento profissional é o principal critério considerado pelos jovens na escolha de uma organização, sendo citada por 54% dos entrevistados.

Na sequência aparecem boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%).

Os resultados mostram que o desenvolvimento da carreira continua sendo um objetivo central para a nova geração, mas acompanhado por uma expectativa crescente em relação à qualidade das experiências profissionais oferecidas pelas empresas.

Saúde mental ganha espaço nas decisões de carreira

Outro dado que chama atenção é a importância atribuída ao bem-estar emocional.

De acordo com a pesquisa, 93% dos entrevistados concordam totalmente que é muito importante trabalhar em empresas que valorizam a saúde mental.

O resultado reforça a crescente atenção dada ao tema dentro das organizações e indica que iniciativas voltadas ao bem-estar dos colaboradores passaram a influenciar diretamente a percepção dos jovens sobre potenciais empregadores.

Flexibilidade não lidera o ranking

Apesar da ampla discussão sobre modelos híbridos e trabalho remoto nos últimos anos, a flexibilidade não apareceu entre os principais fatores de decisão profissional.

A pesquisa mostra que o trabalho flexível ocupa apenas a quinta posição entre os critérios considerados pelos jovens ao escolher uma empresa.

O resultado sugere que aspectos como crescimento profissional, remuneração, benefícios e qualidade do ambiente de trabalho exercem influência mais significativa na atração de talentos do que a flexibilidade da jornada, frequentemente apontada como uma das principais demandas das novas gerações.

Empresas são vistas como agentes de desenvolvimento

O levantamento do CIEE também avaliou a percepção dos jovens sobre o papel das empresas na sociedade.

Entre os entrevistados, 98% afirmaram que organizações que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país. Além disso, 96% acreditam que as empresas desempenham papel fundamental na promoção da empregabilidade da juventude brasileira.

Os dados reforçam a percepção de que o setor empresarial ocupa posição estratégica na geração de oportunidades de qualificação, inserção profissional e desenvolvimento econômico.

Mudanças refletem nova visão sobre sucesso profissional

Os resultados das pesquisas da PwC e do CIEE apontam para uma transformação mais ampla na forma como profissionais e jovens avaliam suas trajetórias de carreira.

Embora remuneração e ascensão profissional continuem relevantes, fatores como realização pessoal, desenvolvimento contínuo, saúde mental e ambiente de trabalho passaram a ocupar espaço cada vez maior nas expectativas relacionadas ao mundo corporativo.

Para as empresas, o cenário evidencia a necessidade de equilibrar oportunidades de crescimento, qualidade das relações de trabalho e iniciativas voltadas ao bem-estar dos colaboradores, especialmente em um contexto de disputa por talentos e mudanças nas prioridades das novas gerações.

Da Redação do Portal Dedução

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